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Heart of Coconut

As noites


para que serve uma noite em branco, na história das noites em que és consciente dos teus erros, das tuas vitórias, da tua forma de lidares com os outros. para que sirvo eu, se não consigo por de parte um dos maiores erros da minha vida, e celebrar as vitórias... 

 

tenho tão pouco tempo para celebrar... e continuo a usar as noites para me atormentar mais.

 

Repescar o Tempo # Manoel de Oliveira

Depois de ficar completamente abalada com a morte de Manoel de Oliveira, por razões que não vou explicar por muito que vos seja estranha e nunca tenha falado nisso. Estive agora a ver (por acaso) a Entrevista que Fátima Campos Ferreira encaminhou em casa do "mestre" do cinema, e não a minha opinião ao que vi, que antes só tinha visto parcialmente é que é inacreditável como as perguntas são tão pouco profundas para uma pessoa com um pensamento tão inteiro tão prudente e coeso. Quanto às respostas, é impossível não ficar perplexo com 103 anos de vida e com este tipo de discurso.

 

"A matéria prima para o cinema é a vida. O que a gente faz é mostrar partes da vida."

 

"As escolas ensinam a técnica, mas o dom... não."

 

"Como qualquer artista, gostaria que a minha obra fosse compreendida."

 

"- Quando fecha os olhos de que é que se lembra?
- Eu quando fecho os olhos... durmo."

 

"Nós nao somos verdadeiramente senhores de nós próprios, nós dependemos dos nossos instintos, mas eu pergunto a mim mesmo, se realmente o Homem que é comandado pelos seus instintos e não nasce por vontade própria, é verdadeiramente responsável pelos actos que pratica."

 

"- Era importante para si um corpo belo?
- Toda a gente gosta de ser bem apresentado. Olhe eu fiz a barba hoje por causa de estar aqui, se não não fazia, que as vezes dá-me preguiça."

 

"- Vale a pena acreditar no Homem?
- Eu prefiro acreditar nas mulheres."

 

"Vou fazer 103 anos em Dezembro, se lá chegar. Mas não tenho pressa, nunca tive pressa. É uma boa condição não ter pressa, dura-se mais tempo."

Obrigada Mestre Manoel de Oliveira... pela pessoa, pela arte, por tudo.

PHOTOGRAPHY # 10

Fotografia Analógica | Foi há 3 anos que surgiu a fotografia analógica na minha vida... Na verdade não tive o tempo que queria para me apaixonar por ela. Foi no ambito de uma disciplina, andei a fotografar Lisboa como uma turista, e conheci Lisboa a correr de um lado para o outro entre autocarros, metro e electricos... (correr literalmente)

O meu trabalho na verdade era sobre alguem, que se estava a descobrir numa cidade por descobrir. E que se tornou dificil ter tanta coisa para descobrir em tao pouco tempo. Na verdade descobriu mais do que aquilo que queria descobrir de si mesma! As paragens e as pessoas eram diferentes e mais rápidas. Mas tudo ficou... e ficará durante muito tempo! Houve tantas pessoas... e ainda há tanto por descobrir. A voltar!

 


e é assim que se tira um post guardado há muito nos rascunhos.

Um Projeto (mais que) pensado

Captura de ecrã 2014-11-4, às 21.25.49.png  Captura de ecrã 2014-11-4, às 21.25.58.png

(fotos não finais, para um projecto de fotografia ainda incompleto)

 

A ideia surgiu quando visitei a casa da minha avó, no res-de-chão, já sem a placa que estava na porta, encontra-se a "Oficina de Bicicletas de Emidio Lopes". Era ali que iam as crianças ao final da escola, pedir remendos. Era ali que o senhor mais velho do fim da rua ia meter conversa. Era ali que sem ninguem tocar, enquanto era vivo, que ele criou a sua própria oficina feita de peças de peças, e partes de partes maiores... Na Oficina de Emidio Lopes, iam parar todas as bicicletas da aldeia, e algumas motas, e algumas panelas de ferro já sem fundo.

 

O que há de especial com mais uma oficina de bicicletas? 

A desorganização, a falta de espaço, a falta de estilo, a estranheza dos objectos que parecem não fazer parte daquele lugar, os detalhes, as engenhocas inteligentes, tudo...

 

Emidio Lopes, era meu avô e infelizmente era cego. Tudo o que faz parte daquela oficina foi feito com as suas próprias mãos, que sentiam e viam ao mesmo tempo. Esta é a razão mais que suficiente para eu voltar depois de dois anos a entrar naquela oficina, e a guarda-la tal como está... já sem vida, ainda mais escura, suja e desorganizada.

Saudades de que a estranheza dos objectos não fossem estranheza, porque eram naqueles mesmo sitios que o meu avô sabia que estava a sua engenhoca, a peça para a bicicleta do "Manel" e do "Antonio", era ali naquela desorganização organizada, sem estilo e sem sentido que estavam presentes todos os sentidos que faziam viver a mente do meu avô. Tudo o que manteve a cabeça do meu avô a funcionar, a dobrar, para que aquela porta se mantivesse aberta, com orgulho...

 

 

(brevemente todas as fotos)

Photography # 10

 

O dia em que nos impõem um limite... aquele que nós sabemos que nunca vamos poder alcançar. Os eixos do limite são dor, são sacrifício, são sofrimento e por mais que tentemos passar por eles, por mais que consigamos ultrapassa-los, uma dor imensa vai acompanhar-nos até recuarmos... Até nos mantermos afastados o suficiente... O afastamento não significa esquecimento, e muito menos a não mais presente tentativa de o voltar a tocar.

 

Não faz sentido.

 

Diary # se...

 

Se não nos deixássemos levar...

Se não nos deixássemos enganar...

Se fossemos imunes aos sentimentos...

Se fosse possivel voltar atras...

Se eu pudesse dizer tudo o que o passado traz para o presente, tudo o que eu fiz, tudo o que me fizeram, tudo aquilo que achamos que é assunto de gente grande, todas as coisas com que não deviamos lidar... Se eu pudesse simplesmente voltar atrás, esquecer, emendar os erros, e ser feliz!

 

se eu pudesse desabafar... eu ia gritar!

Nós

eu_outro.jpg

A inexistência da tristeza . Joana Linhares

 

Nós, seres humanos, temos um poder incrivel de dissimulaçao. Conseguimos fácilmente esconder o que somos, as nossas raízes, o nosso verdadeiro ser, de certa forma conseguimos até transformar a nossa própria pele.

 

Nós, seres humanos somos falsos, sugerimos sentimentos e estados de espirito ...

Nós, nunca somos nós na nossa verdadeira essência, ou porque nos tiraram uma parte, ou porque temos vergonha de nós proprios, ou porque queremos ser alguem, ou porque não sabemos quem somos na verdade.

 

Nós perdemos a pureza, ou provavelmente nunca fomos puros.

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Comentários recentes

  • Sara

    Eu adoro a Emma, coitadinha!

  • Sara

    Já tinha tantas saudades tuas!!!

  • Chic'Ana

    Não vi este filme, mas pelo trailer deve ser muito...

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    Oh meu que querida!!! Obrigada, espero bem que sim...

  • maryjane

    Inês, não consigo aceder ao teu blog :(

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